Este trabalho consiste em entrevistas com os fotógrafos Japa Amorim e Felipe Santana buscando compreender suas experiencias, desafios e perspectivas em relação à prática fotográfica nas periferias. Além disso, foi realizada uma análise de materiais e fonte secundaria, como o livro 40 ideias de periferia de D´Andrea, Tiraju Pablo, “Quem sou de” Januário Garcia, “Verbo do silêncio a síntese do grito” de Walter Firmo. Foi utilizado ainda reportagem do programa “Bahia meio-dia" com o quadro “As comunidades”. A pesquisa buscará não apenas documentar as experiencias dos fotógrafos periféricos, mas também refletir sobre o papel da fotografia na construção de narrativas, na valorização da diversidade e promoção de mudanças sociais e culturas.
A fotografia tem o poder único de capturar e transmitir realidades, sendo uma ferramenta essencial na ajuda da construção de narrativas para humanizar e valorizar a diversidade das experiências humanas. É nas periferias, onde os sujeitos são silenciados e estereotipados, e com isso a fotografia emerge como um meio de resistência e afirmação identitária. Este trabalho propõe uma reflexão sobre como a prática fotográfica pode contribuir para a construção de imagens que não apenas retratam, mas também celebram a complexidade e a riqueza das vivências das comunidades marginalizadas. Ao explorar o diálogo entre fotografia e identidade buscamos evidenciar como essas imagens podem desafiar preconceito, promover empatia e fomentar um senso de pertencimento que os moradores das periferias sejam vistos, ouvidos em sua totalidade. Através dessa análise, pretendemos destacar o papel transformador da fotografia como uma forma de arte capaz de iluminar as narrativas frequentemente esquecidas promovendo uma nova compreensão do que significa viver e ser parte dessas comunidades.Sabe-se que as periferias são ouro, como se vê presentemente nas Olimpíadas de Paris, mas as elites têm preferido bijuterias.
Produção:
Adrielle Oliveira
Fabrícia Santos Nolasco
Luiz Pereira de Souza Neto
Jamile dos Santos Conceição
Maria Luiza Fonseca de Brito Santos
Jonathan Gerbert Silva Bruno